Três a cinco dias ou semanas após o termino de um relacionamento, nos prometemos que não tão cedo voltaríamos a cometer esse "erro". Por tudo o que passamos, vivemos ou deixamos de viver, pensar em estar novamente num estado que não seja o de solteiros nos faz repensar nossos desejos emocionais a curto prazo.

Como lidar com os nossos traumas e anseios sem trazê-los para dentro do novo relacionamento? Como a falta de inteligência emocional nos faz entrar num estado de vicio sentimental onde tua gira em torno da satisfação dos nossos sentimentos sem que haja ao menos uma empatia com o sentimento do outro?

De fato há uma série de preocupações em relação a isso e quero tratar do assunto "Inteligência Pré-Relacionamento".  Farei algumas perguntas para as quais irei sugerir respostas com as quais poderá concordar ou não e até pensar em outros complementos. Vamos começar?

  • Quando você está em um relacionamento o que busca? Respeito, Dedicação em suma, certo? Algo mais?
  • O que a pessoa que está a seu lado faz que mais te irrita?
  • Ciúmes, implicando com suas amizades, seu jeito de interagir com outras pessoas, sua forma de se vestir;
  • Não te liga tanto quanto você gostaria;
  • Não te inclui em novos planos;
  • Não avisa para onde vai e te deixa sem informações de onde possa estar;
  • Pede para que tenha certas atitudes que ela(e) não faz em relação a determinadas conseções;
  • Te pede maior demonstração de seus sentimentos ou não te demonstra tanto seus sentimentos.

Se seu ultimo relacionamento se acabou por alguma dessas opções, quero lhe dizer que alguém aí incorreu em falta de respeito ou falta de dedicação. Permita-me justificar.

Você quer ser respeitado e respeitar, correto? E por respeito entendemos, no campo sentimental, algo um pouco diferente do que diz o dicionário. Quando dizemos que alguém nos respeita estamos falando sobre uma certa "fidelidade" de propósitos, mas isso não é respeito – não apenas. Respeitar é entender que nosso parceiro de relacionamento não foi ou é um ser criado a partir do momento que o conhecemos; é lembrar que todos nós temos um passado, uma história e que existem valores individuais relacionados a essas mesmas vivências e que estes valores podem ser expressados de forma diferente por cada um de nós de acordo com a resposta a experimentação destes valores em relacionamentos anteriores, o que nos leva a dizer que respeito é entender que idéias diferentes sobre situações iguais poderão surgir no percurso e saber conviver com essas diferenças tendo em mente que é importante não nos amedrontarmos frente a essas diferenças, mas antes quere-las próximas pois, as diferenças podem potencializar nosso caráter e nos trazer novas impressões sobre as mesmas velhas idéias.

Respeitar é dar ao outro o direito de ser diferente sabendo que ele(a) não nos satisafará em cem porcento de nossos anseios.

Não te ligou tanto quanto gostaria ou liga até demais? Implica com tua forma de agir com outras pessoas? Não demonstra seus sentimentos ou pede que você demonstre mais? O que está acontecendo aqui é a falta de compreensão da diferença de visão quanto a como vivenciar um relacionamento e como o outro o corresponde.

Ambos podem ter necessidades de proximidade ou afastamento para vivenciar melhor a relação. Mas como trabalhar com isso? Há pessoas que precisam muito da presença física do parceiro para se sentirem seguros em relação ao sentimento de quem os acompanha; há uma dependência da figura do companheiro para que surja a segurança de que o outro "realmente gosta de mim", o que é uma grande armadilha da qual precisamos nos libertar.

Muito dessa necessidade de atenção constante vem de um passado, uma infância deficiente ou extremamente excessiva deste tipo de atitude que é a atenção que recebemos do outro (pais, amigos, familia, sociedade). Não somos educados para vivenciar sentimentos sem a presença de outras pessoas, pois aprendemos que sentimos em razão do outro. É a outra pessoa que desperta em nós os principais arrompos psicológicos, sendo assim, sem o outro não haveria o que sentir. Esquecemo-nos que tudo ao nosso redor nos estimula e nos faz ter sentimentos bons ou ruins, variando apenas a intencidade desses estímulos e sentimentos. O mais importante é não relacionarmos a validade de determinados sentimentos com a figura de uma pessoa, o que tornaria todo o restante menos importante e nos faria dizer: "o que me importa apenas é você." Que grande tolice não acha? Acharmos que só existimos e vivemos porque o outro existe! De forma sucinta é disso que se trata; ligarmos nossa existência a existência de um outro ser semelhante a nós em forma, mas nem sempre correspondente em "conteúdo".

Vale lembrar que a harmonia acontece na disposição complementar das diferenças, ou seja, elas estão ali, porém formam um caleidoscópio de formas que vistas em seu todo surgem como uma única beleza formada por "feiuras" diferentes ou por belezas solitarias que são potencializadas quando na companhia de outras belezas.

Os relacionamentos são isso; nada além do que um caleidoscópio em que deverá haver diferenças para que juntas formem um todo belo, ainda que muitos de nós ainda acredite que só poderá haver real "amor" entre os iguais, do que eu discordo.

O amor está mais para sobrevivência. Ele preocupa-se em apreender as diferenças entre seus conceitos e idéias e os do alvo em questão e compreender de que forma essas diferenças poderão elevar a qualidade do sentimento de parceria – e preste atenção, pois disse parceria e não possessão. Dizem que o amor é cego, mas eu discordo. A paixão nos cega e o verdadeiro amor nos faz ver e enxergar. Quando compreendemos que o amor não vem do outro, não nasce no outro, não acontrece em outro terreno além de dentro de nós, passamos a entender como nossos sentimentos afetam a forma como nos relacionamos com tudo a nossa volta. O amor é nossa voz interior que nos diz quando algo ocorre além do que normalmente faríamos. Sabe aquela história de "não acredito que fiz isso" com sentimento de desapontamento? Aí é o amor dizendo para você que algo está ocorrendo de forma perigosa, fora da linha de segurança. Não quero com isso dizer de devamos viver apenas dentro do limite da segurança pois por inúmeras vezes o extrapolamos de forma consciente sem que soframos qualquer prejuízo.

Há uma ciência ainda muito pouco explorada por tras desses sentimentos e por isso ainda há tantos que sofrem quando amam. Porém há quem diga que amar é sofrer, ainda que o amor em verdade nos poupe sofrimentos, penso eu. E a maior das verdades é que somos doidos por sentimentos e sua química mental, e alívio e prazer são potencialidades menos intensas que o sentimento de "dor" que se liga a uma série de outros sentimentos como a auto-depreciação, auto-comiceração, auto-piedade, e por sermos os nossos piores juízes, as opiniões que formamos a nosso respeito são os que provocam as maiores devastações e tempestades, incluindo aí as opiniões de outras pessoas que acabamos aceitando como verdades sobre quem somos.

Para mim isso denomina-se como falta de auto-conhecimento e amor-próprio. Conhecende-nos saberemos exatamente onde estão nossas virtudes e nossas deficiências e saberemos exatamente o que fazer para nos elevarmos. Já falei sobre isso em um texto anterior quando comparei os relacionamentos e a escolha de um parceiro à combinação molecular.

É preciso que antes de nos colocarmos em um novo relacionamento tenhamos tempp suficiente para digerir todas informações dos prós e contras do relacionamento anterior para que não transfiramos os vicios de um a outro, do passado para o presente e repitamos os mesmos erros. Este momento exige sobretudo maturidade sentimental por parte do consulente já que este deverá fazer um julgamento sincero sobre todos os pontos críticos que culminaram no final da relação sem se deixar levar por apiedar-se. Caso não se sinta apto para fazê-lo de cara limpa para um espelho indico que busque a ajuda de algum profissional em filosofia ou psicologia. Será uma experiência bastante esclarecedora.

A partir disto saberá se a forma que lhe complementa é um circulo, um quadrado, um losango, um trapézio e assim poderá identificar com maior precisão, a pessoa que se encaixa no espaço que você possui vago e dará fim à luta de sempre tentar "formatar" outras pessoas de acordo com suas intenções, pois será prejudicial a ambos: a você, que se sentirá desapontado(a) no primeiro momento em que descobrir que o conto de fadas mais se assemelha a um pesadelo e a seu parceiro(a), que se sentirá aquém de conseguir te fazer feliz imprimindo nele um sentimento de incompetência e decepção.

Por isso reitero: pense bem, muito, muito, muito antes de se envolver com alguém em um relacionamento. Preste atenção nas suas exigências, nas coisas que para você são imprescindíveis, o que acha insuportável, o que é importante e o que é irrelevante. Somente após ter a clareza da forma do objeto que preencherá o espaço a que você destinou para alguém e com foco no amor real, que te potencializa, que te alerta, que te ensina, que te corrige e te faz ter visão.

Conhece-te a ti mesmo e seja feliz. Toda e qualquer felicidade humana depende disso. E quando vier para um novo relacionamento, livre-se dos seus vícios antigos. Mesmo o vinho mais novo se colocado em recepiente com vinho velho se tornará imprestável.

Por Hector de Souza


No dia 31/12 ou até uma semana antes, sente-se em um lugar que goste e possa relaxar e entrar em contato com o seu EU. Acenda uma vela branca, e peça aos anjos que despertem em você a chama do amor universal.  E que com a chama do amor universal, você possa começar o ano novo perdoando e amando as pessoas, principalmente as mais próximas.

Fique em contato com o seu Eu pelo menos uns 10 minutos, em silêncio. E imagine todas as pessoas que deixaram magoas em seu coração, e ao mesmo tempo fale para cada uma delas. “Eu te perdôo por você não ser como eu gostaria que fosse. Eu te perdôo e te liberto”. Dê um forte abraço imaginativo e vá para a próxima pessoa.

Quando acabar, você sentirá uma leveza muito grande.  Agradeça a Deus e os anjos por esse momento.

*Utilize sempre para o bem.

Lembre-se sempre: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.”

Por Andrea Sutil


Que o mundo está cada vez girando mais rápido e temos que nos desdobrar para acompanhar toda essa rotação ninguém tem dúvidas, mas o que tem trazido muita preocupação é o alto preço que temos que pagar por isso.

Deixamos de ver os nossos amigos, familiares, de falar com eles, porque simplesmente não temos tempo para isso e deixamos tudo para amanhã, mas, infelizmente este dia pode não chegar e ficaremos o resto dos nossos dias arrependidos por termos deixado de lado as pessoas queridas pela falta de tempo.

Muita coisa que tem acontecido, crimes brutais, jovens que matam em nome do amor, tudo isso não deixa de ser NOSSA culpa. Já reparou como as vezes alguém está ali diante dos nossos olhos contando como se sente e simplesmente ouvimos, mas é como se não estivessemos ali? Ficamos pensando nas coisas que temos para fazer, nos nossos grandes problemas e achamos um absurdo o que a pessoa está falando…. Ah! Se pudessemos observar, muitas vezes, a pessoa está gritando por ajuda, implorando um apoio e basicamente estamos ocupados demais para notar. Aí o tempo passa e as pessoas acabam cometendo loucuras e nós ficamos com cara de bobos e perplexos olhando e imaginando como isso pode acontecer e pensando que jamais imaginou que ela seria capaz de algo terrível.

Pare e pense: Você está disponibilizando um pouco do seu tempo para ouvir?





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